A interpretação pode ser antiga, mas só conheci esse final de semana. Adorei e divido com vocês...
(O blog é apolítico, essa visão é apenas minha, não sei se a Ristin concorda e todos podem defender sua opinião, desde que sem agressões, combinado?)
Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber
Enquanto o José Dirceu aprontava... O Palocci aprontava... Até o Freud aprontava, ele não sabia de nada, nunca soube, nunca saberá.
Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar
É, porque ele é discriminado por ser nordestino mas foi deputado por São Paulo. A mãe dele, só ela, no mundo todo, nasceu analfabeta. Ele ficou anos e anos sem trabalhar, recebendo a pensão dos perseguidos pela ditadura e nunca pode estudar.
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Sempre voando por aí, da Europa à África, provavelmente por isso ele não sabia do que acontecia com seus colaboradores.
Vou errando enquanto o tempo me deixar
O tempo e o nosso voto, né?
Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar
Isso é porque ele se orgulha de nunca ter lido um livro na vida. Como saberia?
Nesse mar
Os segundos insistem
Esse
Mas é só pra me afogar
A riqueza seduz, o poder seduz, os charutos e whiskys e reuniões e viagens e primeira classe e ser recebido pela rainha e jantar com o Bono Vox e apoiar o Evo Morales e o Chavez e conversar com o Bush e ter um avião e vender a empresa do filho por milhões e ser acompanhado por batedores... Quanta sedução!
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando enquanto o tempo me deixar passar
Vou errando enquanto o tempo me deixar
Repito, pessoal: o tempo e nosso voto. Se não deixarmos, ele não erra mais!

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