Eu era lixeiro e você empregada
A gente se olhava e se encontrava na mesma calçada
Eu era lixeiro e você empregada
A gente se olhava e se encontrava na mesma calçada
Meus olhos se encheram d’água? Emoção? Não! O cheiro mesmo. Esse encontro romântico no meio de um monte de sacos de supermercado com lixo de 4 dias acumulado (tinha sido feriado)
E todos os dias você vinha sorrindo
E eu às pressas contente
Pra você lhe pedindo
Um abraço e um beijo
Olha que cena linda! O caminhão de lixo parado com aquele barulho ensurdecedor da caçamba "engolindo" o lixo, outros lixeiros correndo para o monte de lixos seguintes e ele correndo em direção contrária à garota com uniforme aquelas mãos limpinhas, acariciando o rosto dela, pedindo um beijo e um pedaço de queijo.
Você não pode negar
Pois sua lata de lixo
Sou eu quem vou carregar
Imagina se a moda pega e tenho que dar um beijo em cada lixeiro que carregar meu lixo? Nada contra lixeiros, mas não saio por aí dando beijos assim.
Eu era lixeiro e você empregada
A gente se olhava e se encontrava na mesma calçada
Algo no carinha a atraiu. O cheiro, o charme, o barulho, o clima romântico, a paisagem.
Eu era lixeiro e você empregada
A gente se olhava e se encontrava na mesma calçada
O tempo foi passando e minha vida mudou
De um simples lixeiro eu me tornei um cantor
Uau!!! Por essa eu não esperava. Deve ter gravado algo sobre ficar atoladinho, lembrou da empregada e cantou popozuda ou algo assim.
Essa é a minha historia
Nenhum poeta contou
O lixeiro e a empregada
Que claro, dançou depois que o sapo virou cantor e arrumou uma loiraça.
Um novo caso de amor
Eu era lixeiro e você empregada
A gente se olhava e se encontrava na mesma calçada
Eu era lixeiro e você empregada
A gente se olhava e se encontrava na mesma calçada

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